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Governo anuncia ampliação da Rede Nacional de Cursinhos Populares

Redação
Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo federal divulgou, na terça-feira (31), a expansão da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). A iniciativa visa oferecer suporte técnico e financeiro a projetos que preparam estudantes de baixa renda para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Conforme o ministro da Educação, Camilo Santana, o número de cursinhos apoiados pela rede passará de 384, em 2025, para 1,2 mil em 2026. A declaração foi feita durante o evento "Universidade com a Cara do Povo Brasileiro", realizado no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.

Santana também informou que o investimento no programa será elevado de R$ 74,4 milhões, em 2025, para R$ 290 milhões em 2026.

Escola Nacional de Hip Hop

Outro anúncio do governo federal foi a criação da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), uma iniciativa do Ministério da Educação que visa integrar a cultura hip-hop ao ambiente escolar. O programa prevê um investimento de R$ 50 milhões nos anos de 2026 e 2027.

A portaria de instituição do programa foi assinada no mesmo evento pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Educação, Camilo Santana. O ministro destacou a iniciativa como uma inovação curricular.

Santana afirmou que "por meio da cultura, nós vamos fortalecer o engajamento juvenil, contribuindo, inclusive, para a Lei 10.639 [que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas], que foi criada pelo presidente Lula”.

O evento também celebrou os 21 anos do Programa Universidade Para Todos (Prouni), os 14 anos da Lei de Cotas Raciais na rede federal de ensino e o décimo aniversário da formatura da primeira turma de cotistas.

Institutos Federais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância de o Brasil ampliar os investimentos em educação para impulsionar o desenvolvimento nacional. Ele afirmou que, até o final do ano, o governo planeja expandir o número de Institutos Federais de Educação de 140 para 800.

Lula declarou que “Educação tem que entrar na rubrica de investimento, porque é o investimento mais extraordinário que você faz no país. É quando você prepara o povo daquele país para se formar, para ter conhecimento. E, como não existe, na história da humanidade, nenhum país que evoluiu sem antes investir na educação, nós estamos com quase 400 anos de atraso”.

O presidente também elogiou políticas educacionais como o Prouni e a Lei de Cotas, sublinhando que o diploma universitário assume um significado ainda maior para as mulheres, representando independência financeira.

Ele pontuou: “Para os homens, a profissão é importante, mas, para a mulher, a profissão é sagrada. Não é só dinheiro, é independência. É conquistar o direito de andar de cabeça erguida”.

E acrescentou: “Quando a mulher tem uma profissão, ela não precisa morar com o homem a troco do prato de comida. Se ele encher o saco, ela fala: a porta está aberta. Vai para onde você quiser, que eu vou cuidar da minha vida”.

Além do presidente Lula e do ministro da Educação, o evento contou com a participação da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Os organizadores estimaram a presença de aproximadamente 15 mil pessoas, incluindo estudantes cotistas, alunos de cursinhos populares, jovens e representantes de movimentos sociais.

Prouni

O Ministério da Educação (MEC) informou que, em 2026, o Prouni registrou um recorde de 594,5 mil bolsas oferecidas no primeiro semestre em universidades privadas. Mais de 65% dos beneficiários se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas. Entre 2023 e 2026, o programa concedeu 2,3 milhões de bolsas.

Desde sua criação em 2005, o Prouni acumulou, em 21 anos, 27,1 milhões de inscrições em processos seletivos, 7,7 milhões de bolsas de estudo ofertadas, 3,6 milhões de vagas preenchidas e, até 2025, a formação de 1,5 milhão de alunos.

Lei de Cotas

A Lei de Cotas, instituída em 2012, contribuiu para a matrícula de aproximadamente 2 milhões de cotistas em universidades públicas e privadas ao longo dos últimos 14 anos, conforme dados do Ministério da Educação.

Desse total, 790 mil ingressaram pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do MEC, 1,1 milhão pelo Prouni e 29,6 mil pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em 2023, a Nova Lei de Cotas ampliou o rol de beneficiados para incluir estudantes quilombolas. Entre 2024 e 2026, 95 mil cotistas foram admitidos no ensino superior por meio dessa legislação.

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