Destaque

Comissão aprova projeto de lei que garante benefícios a pessoas com doenças graves

Redação

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante uma série de benefícios a pessoas com doenças graves e crônicas, bem como àquelas em recuperação de cirurgias de grande porte.

Entre as medidas, a proposta estende para este grupo o direito ao atendimento prioritário. Atualmente, a Lei do Atendimento Prioritário já prevê tratamento diferenciado para pessoas idosas, com deficiência e gestantes, entre outros.

A prioridade será concedida mediante a apresentação de uma carteira que comprove a condição de saúde, emitida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto o documento não é emitido, relatórios médicos com validade de até um ano serão aceitos.

Além disso, o texto cria dois níveis de prioridade de atendimento: o especial, para pessoas com 80 anos ou mais; e o geral, para os demais casos.

A proposta também amplia o direito a assento prioritário no transporte público para essas pessoas e para indivíduos com obesidade.

O cidadão poderá incluir informações sobre sua condição de saúde, devidamente comprovada, na Carteira de Identidade Nacional (CIN). A proposta altera a Lei 13.444/17, que trata da Identificação Civil Nacional.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Célio Silveira (MDB-GO), que consolidou o Projeto de Lei 1093/19, do deputado Felipe Carreras (PSB-PE), e outras 22 propostas apensadas. O projeto original visava incluir portadores de doenças graves no rol de pessoas com atendimento prioritário em repartições públicas, empresas concessionárias de serviços públicos, bancos e no transporte público.

Para o deputado Célio Silveira, o acesso prioritário é uma medida essencial para melhorar a qualidade de vida e abrandar o sofrimento desses cidadãos. Ele afirmou: "Sabemos que pessoas com doenças graves, com dores crônicas ou convalescentes de cirurgias de grande porte apresentam quadro de saúde delicado, que muitas vezes não lhes permite aguardar em filas de atendimento."

Fibromialgia

A proposta aprovada inclui a fibromialgia com manifestação incapacitante entre as doenças passíveis de concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, independentemente da carência do trabalhador segurado do Regime Geral de Previdência.

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor generalizada e persistente nos músculos, tendões e articulações, sem inflamação local.

Atualmente, a Lei de Benefícios Previdenciários garante esses benefícios sem carência a pessoas com doenças como Parkinson, câncer e hanseníase. O texto também altera o Estatuto do Servidor para garantir aposentadoria ao servidor com fibromialgia com manifestação incapacitante.

Esclerose múltipla

O projeto estabelece ainda um protocolo de atendimento para casos de suspeita de esclerose múltipla. A proposta prevê até 60 dias para a consulta, contados do início da investigação. Após a avaliação do especialista e a confirmação do diagnóstico, o paciente terá direito a iniciar o tratamento no SUS em até 45 dias.

O início do tratamento será contado a partir da primeira dose de um ou mais medicamentos previstos no protocolo clínico dessa doença, prescritos por médico.

Caso sejam necessários mais exames para o diagnóstico, estes devem ser realizados em até 30 dias. A proposta inclui essa regra na lei que instituiu o Dia Nacional da Esclerose Múltipla.

Próximos passos

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

play_circleTV ao Vivo

AO VIVO

Comentários

Deixe sua opinião sobre este conteúdo usando sua conta do Facebook.

Notícias relacionadas

partly_cloudy_dayPrevisão do Tempo