O projeto de aulas de judô do Cero visa estimular o desenvolvimento físico, emocional e social dos pacientes.
Porto Velho sediou, no último sábado (23), o 1º Festival de Judô para pacientes neurodivergentes, que reuniu aproximadamente 120 crianças. O evento, uma iniciativa do governo de Rondônia por meio do Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero), celebrou o judô como ferramenta terapêutica. Realizado no Colégio Militar Tiradentes, o festival contou com a participação de diversas academias estaduais, organizou lutas por faixa etária e premiou todos os competidores com medalhas.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatizou a importância do judô como mais do que uma atividade física. Segundo ele, "É uma ferramenta de saúde pública que promove inclusão, desenvolvimento e dignidade", oferecendo "às crianças neurodivergentes oportunidades reais de florescer em suas potencialidades."
Andreia Zulke, diretora do Cero, ressaltou a relevância da prática esportiva para o avanço dos pacientes. "Além das terapias, observamos uma grande evolução quando começaram a praticar judô, estimulando a coordenação, a interação social e a disciplina. Essa conquista é motivo da nossa comemoração de hoje", declarou.
O projeto de aulas de judô é uma iniciativa do Cero.
O projeto de judô do Cero, coordenado pelo Sensei Isteferson Ferreira, teve início em maio de 2025. Seu propósito é fomentar o desenvolvimento físico, emocional e social dos pacientes. As aulas são ministradas nos turnos da manhã e da tarde, atendendo a diversas faixas etárias.
Tatiane Medeiros, mãe de Theo, paciente do Cero, expressou sua satisfação ao acompanhar o filho no campeonato. "Estar aqui prestigiando e acompanhando sua evolução me traz muita felicidade. É nítido o quanto ele mudou e hoje demonstra grande interesse pelo esporte", afirmou.
Edilton Oliveira, secretário de Estado da Saúde, salientou que a introdução de terapias como o esporte para crianças neurodivergentes constitui um progresso estratégico na saúde integral. Ele pontuou que "as práticas coletivas estimulam interação, cooperação e pertencimento, combatendo o isolamento".
O Cero dispõe de uma equipe multiprofissional completa, incluindo médicos, neuropsicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos e técnicos de enfermagem.