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ASSISTA: Café indígena produzido em aldeia de Rondônia conquista o Brasil e alcança R$ 4 mil por saca

Durante entrevista ao RuralCast, Rafael Mopimop Paitér Suruí contou como a produção de café especial transformou a realidade das famílias indígenas

Redação Rolim Notícias
Foto: RolimNotícias/RuralCast

A produção de café especial dentro de aldeias indígenas de Rondônia ganhou destaque nacional após cafés produzidos pelo povo Povo Paiter Suruí atingirem reconhecimento em concursos de qualidade e alcançarem valores que chegam a R$ 4 mil por saca.


Durante entrevista concedida ao RuralCast, apresentado pelo jornalista Isaías Sena, o produtor indígena Rafael Mopimop Paitér Suruí contou como a produção de café mudou completamente a realidade de diversas famílias dentro da aldeia.


Segundo Rafael, o contato com a cultura do café começou ainda na década de 1980, quando os indígenas passaram a conhecer melhor o potencial econômico da atividade.


Na época, segundo ele, o café ainda era uma atividade pouco conhecida pelas comunidades indígenas.


Mesmo assim, a família percebeu que a produção poderia gerar sustento e estabilidade financeira.


“Meu pai viu no café uma oportunidade de sustentar a família”, destacou.


A partir desse momento, a produção começou a crescer dentro da aldeia e se transformou em uma atividade coletiva.


Com o passar dos anos, os produtores indígenas passaram a buscar mais conhecimento técnico, capacitação e melhorias na qualidade do produto.


Segundo Rafael, o processo contou com apoio de cooperativas, técnicos agrícolas e empresas ligadas ao setor cafeeiro.


A evolução da qualidade permitiu que os cafés produzidos pelos indígenas alcançassem reconhecimento em concursos especializados.


Um dos maiores destaques foi a conquista de um café considerado nota máxima em competição envolvendo centenas de produtores.


“O nosso café chegou a 100 pontos”, afirmou.


A valorização trouxe impacto direto na renda das famílias indígenas.


Segundo Rafael, atualmente algumas sacas chegam a ser comercializadas por até R$ 4 mil.


O reconhecimento também ajudou a mudar a forma como muitas pessoas enxergam o trabalho realizado dentro das aldeias.


Durante a entrevista, Rafael destacou que o projeto contribuiu para combater preconceitos históricos relacionados aos povos indígenas.


“Hoje todo mundo acredita que indígena também tem capacidade de produzir”, afirmou.


Outro ponto importante citado durante a conversa foi o impacto social do café dentro das comunidades.


Segundo Rafael, muitos jovens passaram a enxergar novas oportunidades dentro da própria aldeia, reduzindo o interesse em abandonar a comunidade em busca de empregos urbanos.


“O jovem agora quer ficar na aldeia e trabalhar com café”, explicou.


A entrevista também abordou o fortalecimento do cooperativismo e das associações indígenas voltadas à produção rural.


Além da geração de renda, o trabalho com café especial passou a fortalecer o sentimento de orgulho cultural e pertencimento dentro das comunidades.


A participação na 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional 2026 também serviu para ampliar a troca de experiências com outros povos indígenas e produtores rurais.


Segundo Rafael, representantes indígenas de outras regiões de Rondônia participaram da feira para aprender mais sobre o modelo de produção adotado pelo povo Suruí.


Ao final da entrevista, Rafael destacou que o trabalho continua crescendo e que o objetivo é fortalecer ainda mais a produção indígena nos próximos anos.


A entrevista completa está disponível nas plataformas digitais do RuralCast.




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