A cafeicultura rondoniense voltou a ser destaque durante a Rondônia Rural Show com a apresentação de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da qualidade do café produzido no estado. Na vitrine tecnológica da EMATER-RO, produtores rurais, visitantes e investidores puderam conhecer de perto diferentes clones de café robusta amazônico, sistemas de manejo e estratégias de produção que vêm transformando o cenário cafeeiro em Rondônia.
O coordenador técnico da vitrine tecnológica da EMATER, Wagner Osair de Oliveira, explicou que o espaço foi desenvolvido para demonstrar aos produtores as principais tecnologias aplicadas atualmente na cultura do café, especialmente no cultivo do café clonal.
Segundo Wagner, a unidade demonstrativa conta com aproximadamente 600 plantas e reúne entre 15 e 20 clones diferentes de café, permitindo que os produtores observem na prática as características de produtividade, rendimento e qualidade de bebida de cada material genético apresentado.
“O produtor consegue visualizar aqui diferentes clones, entender comportamento, produtividade, qualidade e também as questões ligadas ao manejo adequado da lavoura”, destacou o coordenador técnico durante a feira.
A EMATER também reforçou durante a exposição a importância do planejamento antes da implantação de uma lavoura cafeeira. De acordo com Wagner Osair de Oliveira, o primeiro passo para quem deseja produzir café com qualidade é realizar análise do solo, definir corretamente os clones que serão plantados e estruturar o sistema de irrigação e manejo nutricional da propriedade.
Ele ressaltou ainda que o café clonal exige diversidade genética para garantir o cruzamento adequado entre os materiais. Por isso, a recomendação é que os produtores utilizem pelo menos seis clones diferentes na mesma área de cultivo.
Outro ponto abordado pela EMATER durante a Rondônia Rural Show foi a evolução das pesquisas relacionadas à qualidade do café produzido em Rondônia. Além da busca por maior produtividade, os estudos também têm priorizado características relacionadas à qualidade da bebida, rendimento pós-colheita e adaptação dos clones às condições climáticas da região.
Conforme Wagner, muitos materiais genéticos passaram por avaliações técnicas ao longo dos anos e alguns acabaram sendo substituídos por clones mais produtivos, resistentes e com melhor qualidade de bebida. A análise também considera arquitetura da planta, rendimento na colheita e desempenho na secagem.
Durante a entrevista, o coordenador técnico destacou ainda que o manejo correto é determinante para alcançar altas produtividades. Segundo ele, propriedades que realizam acompanhamento técnico adequado conseguem superar 200 sacas por hectare.
Entre as orientações repassadas aos produtores estão a realização de podas de renovação, acompanhamento nutricional da lavoura, irrigação eficiente e manejo correto durante a colheita e pós-colheita.
A qualidade do café também foi um dos temas centrais da apresentação. Wagner explicou que, para produzir cafés especiais e competitivos, o produtor precisa colher os frutos maduros e investir em processos adequados de secagem, seja em terreiro convencional, terreiro suspenso ou secagem mecânica.
“Hoje Rondônia já não se destaca apenas pela quantidade produzida, mas também pela qualidade do café que entrega ao mercado”, enfatizou.
Além da exposição tecnológica durante a feira, a EMATER reforçou que o trabalho de assistência técnica continua ao longo de todo o ano. A instituição atua no acompanhamento de produtores, elaboração de projetos de crédito rural, distribuição de mudas e assistência técnica completa desde o plantio até a colheita.
A participação da EMATER na Rondônia Rural Show demonstra o fortalecimento da cafeicultura em Rondônia e evidencia como tecnologia, pesquisa e assistência técnica vêm impulsionando o estado a alcançar resultados cada vez mais expressivos na produção de cafés de qualidade.
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