Agronegócio

Dólar recua a R$ 5,1484 com real sustentado por avanço do petróleo

Redação

O dólar à vista fechou a quarta-feira (8) em baixa de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,1484. A moeda norte-americana, que oscilou entre altas e baixas pela manhã, perdeu força em relação ao real no período da tarde, seguindo a tendência global. A sessão foi marcada pela diminuição da aversão ao risco e pela volatilidade do petróleo, influenciada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã.

Durante o pregão, a cotação do dólar atingiu o valor máximo de R$ 5,1847 e o mínimo de R$ 5,1367. Nos primeiros seis dias úteis de julho, a moeda norte-americana registra uma desvalorização acumulada de 0,28%, revertendo o avanço de 2,38% observado em junho.

O real apresentou um desempenho mais robusto em comparação com outras moedas emergentes, como as da América Latina e o rand sul-africano, que registraram perdas moderadas. Adauto Lima, economista-chefe da Franklin Templeton Brasil, explicou que essa performance se deve à posição do Brasil como exportador líquido de petróleo, onde a valorização da commodity resulta em melhores termos de troca.

Lima acrescentou que "o real teve um desempenho superior durante o período de conflito e, posteriormente, desvalorizou-se ligeiramente, acompanhando outras moedas emergentes, devido à postura mais cautelosa do Federal Reserve. Atualmente, com a retomada das tensões externas, a moeda brasileira demonstra maior resiliência."

As cotações do petróleo flutuaram ao longo do dia, influenciadas pelas declarações do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito das negociações com o Irã. O barril do Brent para setembro, que chegou a ultrapassar US$ 80 no final da manhã, encerrou o dia cotado a US$ 78,02, registrando um aumento de 5,20% e alcançando o patamar mais elevado desde 22 de junho.

Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, ressaltou que a valorização do petróleo e de outras commodities beneficiou o real, diferenciando-o do comportamento de outras divisas de mercados emergentes.

Internacionalmente, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas, operava próximo à estabilidade no final da tarde, na faixa dos 101,000 pontos, após ter alcançado 101,275 pontos pela manhã. A coroa norueguesa, moeda de um país produtor de petróleo, registrou valorização de aproximadamente 0,60%.

A ata do Federal Reserve (Fed) também foi um ponto de atenção para o mercado. O documento, em sua versão mais concisa, confirmou a preocupação dos membros do comitê com a inflação e destacou a ausência de um consenso sobre a direção da política monetária. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, interpretou a comunicação recente do Fed como conservadora, indicando uma provável elevação da taxa de juros básica.

Em resumo, a desvalorização do dólar em relação ao real ao término do dia refletiu a fraqueza da moeda norte-americana no cenário internacional, em um pregão caracterizado pela alta do petróleo, pela diminuição do receio de risco e pela análise da ata do Federal Reserve.

Fonte: canalrural

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