Uma operação policial deflagrada na manhã desta sexta-feira (17) investiga a atuação de um grupo suspeito de ocupar irregularmente uma propriedade rural particular em Nova Brasilândia do Oeste e cometer crimes ambientais.
Batizada de Capão da Onça, a ação cumpre 18 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular. As ordens judiciais atingem 17 pessoas e uma associação investigada por possível envolvimento nas atividades realizadas dentro da propriedade.
As buscas acontecem simultaneamente em Nova Brasilândia do Oeste, Urupá, Cacoal, Ji-Paraná, Alvorada do Oeste, Rolim de Moura e Castanheiras. As determinações foram expedidas pela Justiça da Comarca de Porto Velho.
Segundo a investigação, a ocupação da propriedade começou em 2021. Os envolvidos teriam permanecido no imóvel mesmo após sucessivas decisões judiciais determinando a reintegração de posse.
As autoridades apuram se uma associação de produtores rurais foi utilizada para encobrir as atividades desenvolvidas na área. A investigação identificou indícios de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre os participantes.
O grupo seria responsável por coordenar as ações, atrair novos ocupantes, manter vigilância armada e comercializar lotes de maneira irregular. A participação individual dos investigados ainda será apurada no decorrer do inquérito.
Além das irregularidades relacionadas à ocupação, foram identificados indícios de supressão de vegetação nativa, intervenção em Área de Preservação Permanente e extração ilegal de produtos florestais.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes buscam dispositivos eletrônicos, documentos relacionados à comercialização dos lotes, armas de fogo, munições, dinheiro em espécie e outros materiais que possam auxiliar nas investigações.
A operação mobilizou equipes policiais especializadas, delegacias da região, unidades da Polícia Militar e órgãos estaduais de segurança e proteção ambiental. O reforço operacional foi empregado diante da suspeita de que integrantes do grupo poderiam estar armados.
Os materiais recolhidos serão encaminhados para análise. As investigações continuam para determinar a responsabilidade de cada envolvido, verificar a extensão dos danos ambientais e esclarecer como ocorria a possível negociação clandestina dos lotes.