RuralCast Show

ASSISTA: Ouvidoria aproxima Ministério Público da população e amplia acesso a direitos em Rondônia

Procurador de Justiça e Ouvidor-Geral Carlos Grott participou do RuralCast durante a 2ª AGROTEC e destacou atendimento à sociedade, MP Itinerante, proteção de mulheres e crianças e expansão dos serviços para o interior

ruralcastshow

Ouvidoria é a porta de entrada para o cidadão

Um dos principais pontos apresentados por Carlos Grott foi o papel da Ouvidoria como canal direto entre a sociedade e o Ministério Público.

“A Ouvidoria é a porta de entrada do Ministério Público.”

Segundo o procurador, o setor recebe questionamentos, reclamações e outras demandas apresentadas pela população, encaminha cada situação para a área responsável e acompanha os desdobramentos.

“A gente dá o encaminhamento, cobra resultado.”

Para Carlos Grott, esse trabalho representa uma maneira de aproximar uma instituição que muitas vezes ainda é vista pela população apenas pela atuação judicial do cotidiano das comunidades.

Ministério Público vai além do Tribunal do Júri

Durante o RuralCast, o Ouvidor-Geral chamou atenção para uma percepção que considera limitada sobre a instituição.

Segundo ele, parte da população ainda relaciona o Ministério Público principalmente ao papel do promotor no Tribunal do Júri. A atuação, porém, alcança diversas áreas.

Grott citou setores relacionados ao meio ambiente, família, saúde, educação e segurança, entre outros.

Demandas envolvendo problemas educacionais, saneamento básico e outras questões coletivas podem chegar à Ouvidoria e posteriormente serem encaminhadas ao promotor responsável.

“Ele é um aliado do povo. Ele é um amigo, é um parceiro.”

MP Itinerante leva serviços para comunidades

Outro destaque foi o MP Itinerante, iniciativa destinada a aproximar serviços públicos de comunidades de diferentes regiões de Rondônia.

Carlos Grott explicou que as ações já chegaram ao interior e a localidades mais distantes, incluindo comunidades do Baixo Madeira.

Além do Ministério Público, outros órgãos participam das ações, ampliando os serviços oferecidos à população.

O objetivo é justamente diminuir distâncias e permitir que moradores que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços públicos encontrem atendimento mais próximo.

Ouvidoria pode avançar para o interior

A interiorização da própria Ouvidoria também está entre os projetos discutidos.

Segundo Grott, existe estudo para implantação de estruturas de atendimento inicialmente em Ji-Paraná e Vilhena, com possibilidade de expansão futura para outros municípios maiores, como Cacoal e Ariquemes.

O atendimento também não depende exclusivamente da presença física do cidadão.

“A Ouvidoria não é somente presencial.”

Segundo o procurador, existem alternativas de contato por telefone, WhatsApp e e-mail, ampliando as possibilidades de acesso ao Ministério Público.

Cidadão pode solicitar sigilo

A segurança de quem procura o Ministério Público também ganhou destaque.

Carlos Grott explicou que, dependendo da situação e dos riscos envolvidos, a pessoa pode apresentar uma manifestação de maneira sigilosa ou anônima.

“Ela pode fazer a denúncia, a reclamação de maneira sigilosa ou anônima.”

O procurador afirmou que a preservação da identidade é garantida quando solicitada.

Esse mecanismo é especialmente importante em situações nas quais o cidadão possui informações relevantes, mas teme exposição ou possíveis consequências.

Violência contra mulheres preocupa Ministério Público

A violência praticada contra mulheres foi outro assunto abordado.

Grott avaliou com preocupação o crescimento das ocorrências e destacou a atuação do Ministério Público em processos relacionados a feminicídios.

“É muita covardia e a gente tem que acabar com isso.”

O tema reforçou a necessidade de atuação conjunta entre instituições públicas, sistema de Justiça e sociedade para prevenção, denúncia e responsabilização nos casos de violência.

Proteção de crianças e adolescentes

A entrevista também apresentou ações realizadas durante o Maio Laranja, período dedicado à conscientização e prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes.

Segundo Grott, foram promovidas palestras, eventos e atividades educativas.

Uma das ações relatadas envolveu trabalho conjunto com o Gaeco para localização de pessoas que possuíam mandados de prisão em aberto relacionados a crimes sexuais contra crianças.

De acordo com o procurador, havia cerca de 100 mandados em aberto no contexto mencionado durante a entrevista e 20 prisões foram realizadas naquele mês de maio.

“São 20 pessoas, 20 pedófilos a menos na rua.”

Grott também destacou uma iniciativa educativa que reuniu aproximadamente 3 mil crianças de escolas públicas, entre 6 e 12 anos, em apresentações teatrais com orientações sobre como reconhecer e se proteger de abordagens sexuais inadequadas.

Saúde mental também chega à Ouvidoria

Outro assunto discutido foi a saúde mental.

Carlos Grott explicou que a Ouvidoria recebe situações envolvendo pessoas que demonstram necessidade de atendimento especializado.

Nesses casos, segundo ele, a demanda pode ser encaminhada à Promotoria da Saúde para análise e adoção das providências cabíveis.

A entrevista mostrou, dessa forma, que o trabalho da Ouvidoria ultrapassa o simples recebimento de reclamações. Existe também uma função de identificar a natureza da demanda e direcioná-la ao setor competente.

Ministério Público quer estar ao lado da população

A presença na 2ª AGROTEC foi apresentada como parte dessa estratégia de aproximação.

Carlos Grott explicou que o Ministério Público não estava na feira apenas institucionalmente, mas realizando atendimento.

“Nós não estamos aqui a passeio, nós estamos aqui a trabalho.”

A intenção é permitir que o cidadão encontre o órgão também em espaços públicos e eventos de grande circulação.

“Nós estamos aqui do lado da população.”

A declaração sintetiza uma das principais mensagens apresentadas durante todo o episódio: o Ministério Público deve ser compreendido como uma instituição acessível ao cidadão.

AGROTEC fortalece produtores e empreendedores

Na parte final da entrevista, a conversa avançou para a importância da própria 2ª AGROTEC.

Carlos Grott destacou o potencial agrícola de Rondônia e avaliou positivamente iniciativas capazes de oferecer visibilidade aos pequenos e médios produtores.

Para o procurador, empreender envolve riscos e eventos dessa natureza ajudam produtores e empresários a divulgar aquilo que produzem e criar novas oportunidades.

Grott também destacou o crescimento da agricultura no estado e defendeu que Porto Velho acompanhe esse desenvolvimento.

“A agricultura [é] potente do nosso Estado.”

Para ele, a feira também reúne diferentes produtos, histórias e culturas, recuperando em Porto Velho um espaço importante de valorização da produção rural.

Seja por meio da Ouvidoria, das ações itinerantes ou do atendimento realizado em eventos, a proposta apresentada é reduzir a distância entre cidadão e instituição.

Ao receber uma demanda, encaminhá-la e posteriormente acompanhar as providências, a Ouvidoria assume um papel de interlocução entre sociedade e Ministério Público.

Como resumiu Carlos Grott:

“A porta de entrada do Ministério Público hoje é a Ouvidoria.”

ASSISTA AO PODCAST COMPLETO

O episódio completo do RuralCast – Grupo Amazun, com Dr. Carlos Grott e apresentação de Adalto Costa, está disponível no canal Olá Rondônia:


Siga nosso patrocinador:

UNI Internet — para sua casa ou empresa com muito mais velocidade e estabilidade.

@uniinternet



play_circleTV ao Vivo

AO VIVO

Comentários

Deixe sua opinião sobre este conteúdo usando sua conta do Facebook.

Notícias relacionadas

partly_cloudy_dayPrevisão do Tempo