Rondônia

Fundo Germina chega a R$ 200 milhões ampliando o acesso de startups brasileiras a investimentos

Redação

O Fundo Germina elevou seu patrimônio para R$ 200 milhões, visando expandir os investimentos em startups brasileiras. A nova etapa foi anunciada na quinta-feira (27) durante o Startup Summit 2026, em Florianópolis (SC), e é marcada pela adesão do Sebrae-SP, que aportou R$ 100 milhões. Este valor se soma aos R$ 100 milhões inicialmente contribuídos pelo Sebrae Nacional em outubro de 2025.

O anúncio ocorreu durante a plenária “R$ 200 milhões para startups: a nova etapa do Fundo Germina”, no palco principal do evento. A participação do Sebrae-SP amplia significativamente a disponibilidade de capital para startups, especialmente nas fases iniciais de desenvolvimento, consideradas as mais críticas.

Os recursos provenientes do Sebrae-SP serão destinados especificamente a startups paulistas, fortalecendo o acesso ao capital para negócios inovadores no estado. Já os fundos aportados pelo Sebrae Nacional são direcionados a empresas inovadoras de qualquer parte do Brasil.

Nelson Hervey, diretor-superintendente do Sebrae-SP, destacou que o novo aporte reforça o papel estratégico do Sistema Sebrae no apoio a empreendedores e ao ecossistema de inovação. Ele afirmou: “Juntos, com mais esses R$ 100 milhões, ampliamos nossa atuação frente aos desafios de se empreender no país e no mundo, mas principalmente para negócios inovadores.” Hervey também mencionou que a instituição oferece mentorias e projetos de internacionalização, entre outras ações.

Estruturado como um fundo de fundos, o Germina não investe diretamente nas startups. Os aportes são feitos em Fundos de Investimento em Participações (FIPs), que, por sua vez, selecionam as empresas beneficiárias. A gestão é responsabilidade do BTG Pactual, que identifica fundos no mercado alinhados às teses de investimento da iniciativa. Ricardo Fernandez, gestor do fundo no BTG, esteve presente no anúncio.

Essa estratégia visa suprir uma lacuna no financiamento de empresas inovadoras. Enquanto nos estágios iniciais os negócios podem contar com investidores-anjo, o Germina oferece a possibilidade de acesso a aportes maiores à medida que as empresas crescem e demandam mais capital.

Paulo Renato Cabral, gerente de Inovação do Sebrae Nacional, observou que a nova fase do Germina reflete o próprio desenvolvimento das startups, desde a ideação até a aceleração. Giovanni Beviláqua, coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae Nacional, complementou que a atuação via fundos de investimento permite a realização de aportes de maior valor.

As prioridades de investimento incluem fundos focados em áreas estratégicas como empreendedorismo feminino, negócios de impacto social, sustentabilidade, bioeconomia e tecnologia. Até o momento, o Fundo Germina já investiu por meio de cinco fundos, que alocam os recursos em empresas alinhadas a essas diretrizes.

Com um ciclo de vida projetado para dez anos, o Germina concentrará a maior parte de seus investimentos nos primeiros cinco anos. A expectativa é que, nesse período e com a adesão de novos parceiros, a iniciativa possa apoiar aproximadamente 200 empresas.

A entrada do Sebrae-SP marca o início da fase de expansão do fundo. O objetivo é aumentar o patrimônio disponível através da participação de outras unidades do Sebrae em diferentes estados, ampliando a capacidade de suporte a negócios inovadores em diversas regiões do país.

Giovanni Beviláqua reforçou a abrangência nacional do fundo: “Esse fundo tem capacidade de investir em todo o país. Nesta segunda fase do Germina, estamos apresentando o projeto e convidando o Sebrae em outros estados a participarem dessa estrutura, aumentando nossa capacidade de apoiar empresas inovadoras brasileiras.”

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