RuralCast Show

ASSISTA: 2ª AGROTEC amplia estrutura, movimenta negócios e supera expectativas em Porto Velho

Herlan Alves apresentou um balanço da feira, destacou a forte participação popular e antecipou novidades para a próxima edição

Redação Olá Rondônia / RuralCast
Foto: Olá Rondônia / RuralCast

AGROTEC registra grande participação do público

A segunda edição da AGROTEC confirmou a força da agricultura, do agronegócio e das cadeias produtivas de Porto Velho. Durante entrevista ao RuralCast, podcast do Grupo Amazun, transmitido pelo canal Olá Rondônia, o integrante da coordenação da feira, Herlan Alves, apresentou um balanço positivo do evento.

Entrevistado pelo apresentador Inácio Rocha, Herlan destacou a intensa movimentação registrada nos diferentes espaços da feira, que reuniu produtores, empresas, instituições, pesquisadores, famílias e visitantes interessados em conhecer produtos, tecnologias e oportunidades de negócios.

“A feira explodiu. Tem gente para todo lado”, afirmou Herlan ao comentar a participação do público.

Segundo o representante da coordenação, a movimentação podia ser percebida em todos os setores, desde os pavilhões das cadeias produtivas até as áreas destinadas aos animais, máquinas pesadas, equipamentos agrícolas, veículos, gastronomia e exposições.

Estrutura ampliada e mais expositores

Herlan explicou que a segunda edição ganhou uma dimensão significativamente maior em comparação com a anterior. Conforme relatado na entrevista, a estrutura foi ampliada em aproximadamente 60%, permitindo receber mais expositores, atrações e atividades.

“A feira teve cerca de 60% de aumento. Os expositores foram surpreendidos com um grande número de público, também em decorrência da organização que fizemos aqui”, declarou.

A ampliação ajudou a distribuir melhor as atrações e deu mais visibilidade a segmentos como agricultura familiar, piscicultura, apicultura, cafeicultura, mandiocultura, pecuária e comercialização de equipamentos.

O tamanho da estrutura e a diversidade dos ambientes também permitiram que o público conhecesse diferentes etapas das cadeias produtivas, desde a pesquisa e a produção até o processamento, a comercialização e o consumo dos produtos.

Expositores precisaram repor mercadorias

A forte presença do público gerou resultados diretos para quem participou da feira como expositor. Herlan revelou que alguns comerciantes e produtores precisaram reabastecer os estoques durante o evento.

“Tinha gente recarregando os freezers e repondo suas mercadorias”, contou.

Como a feira foi realizada dentro da área urbana de Porto Velho, os expositores encontraram maior facilidade para buscar novos produtos e retornar ao espaço. Mesmo com as restrições para a circulação de veículos no meio do público, a organização disponibilizou equipes para acompanhar o transporte das cargas.

“A gente dá todo o apoio, com a equipe ajudando a levar a carga até a exposição”, explicou Herlan.

O movimento demonstrou que a AGROTEC foi além da exposição institucional e se consolidou como um ambiente de comercialização, geração de renda e abertura de oportunidades para produtores e empreendedores.

Feedback positivo e programação diversificada

A coordenação também acompanhou a opinião dos visitantes durante os dias da feira. Herlan afirmou que recebeu muitos comentários positivos sobre a organização, a dimensão do evento e a variedade das atividades.

“Teve muito feedback positivo. As pessoas chegavam dizendo que vieram por conta da repercussão e do tamanho da feira”, relatou.

Entre as atrações estavam apresentações musicais, exposições, palestras, demonstrações técnicas, comercialização de produtos e degustações. A programação foi planejada para alcançar públicos diferentes e oferecer experiências relacionadas à produção agropecuária e à cultura regional.

“A feira está muito bem organizada, com as bandas tocando e as degustações acontecendo durante todo o tempo”, avaliou o coordenador.

Degustação da carne de jacaré foi destaque

Uma das experiências que mais despertaram a curiosidade do público foi a degustação da carne de jacaré. A atividade atraiu filas e apresentou aos visitantes uma cadeia produtiva que ainda é pouco conhecida por parte da população.

“A costelinha de jacaré assada explodiu. Foi um sucesso”, destacou Herlan.

Além da carne de jacaré, a feira ofereceu produtos derivados do café, pescado, mandioca, mel e outros alimentos regionais. As degustações ajudaram a apresentar novas possibilidades de comercialização, processamento e agregação de valor.

O Pavilhão do Café, por exemplo, contou com alimentos e bebidas desenvolvidos a partir do produto. Já os setores da piscicultura e da apicultura proporcionaram contato com atividades de grande importância econômica para Rondônia.

Apicultura e piscicultura chamaram atenção

Ao falar sobre as novidades da 2ª AGROTEC, Herlan ressaltou a presença da apicultura, especialmente a criação de abelhas sem ferrão. Os visitantes puderam conhecer colmeias, sistemas de criação, produtos derivados e experiências desenvolvidas pelos participantes.

“A parte da apicultura foi uma grande novidade. Eu fiquei impressionado”, afirmou.

A piscicultura também ocupou posição de destaque. A feira abriu espaço para produtores, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva apresentarem conhecimentos, serviços, experiências e oportunidades relacionadas à criação de peixes.

Herlan defendeu que cada segmento seja tratado de forma específica, respeitando suas características e necessidades.

“Nós temos cadeias produtivas que se destacam. São atividades diferentes e que não devem ser generalizadas”, observou.

Segundo ele, a piscicultura de Porto Velho vem recebendo apoio para recuperar sua importância, ampliar a organização dos produtores e fortalecer sua participação na economia municipal.

Máquinas, veículos e equipamentos movimentam negócios

A AGROTEC também mostrou sua capacidade de gerar negócios de maior valor. A exposição reuniu motocicletas, automóveis, caminhões, tratores, máquinas pesadas e equipamentos agrícolas.

Herlan explicou que a organização realizou o cadastramento das vendas em tempo real. Embora os números definitivos ainda não estivessem fechados durante a entrevista, o ritmo das negociações já apontava para resultados expressivos.

“A gente tem o cadastramento em tempo real das vendas. Vocês vão se surpreender”, antecipou.

Para Herlan, a procura por veículos e equipamentos comprova que Porto Velho possui demanda para receber eventos dessa dimensão. A feira conectou compradores, empresas, produtores e fornecedores, criando um ambiente favorável à negociação e à realização de investimentos.

Evento fortalece a agricultura e o agronegócio da capital

A grande participação do público também ajudou a demonstrar que uma feira agropecuária pode alcançar bons resultados dentro da capital. Herlan observou que, inicialmente, algumas pessoas acreditavam que esse tipo de evento teria maior aceitação apenas no interior do estado.

Entretanto, a resposta popular e comercial da segunda edição mostrou o potencial de Porto Velho para sediar uma feira dedicada ao setor produtivo.

“A AGROTEC está provando que existe demanda para esse evento”, ressaltou.

Além de receber grandes empresas e equipamentos, a feira valorizou pequenos produtores, agricultura familiar, artesanato, alimentos regionais, pesquisas, inovações e experiências desenvolvidas nas comunidades rurais.

Pesquisa mais próxima do produtor e do público

A participação de instituições como Embrapa, Sebrae e entidades ligadas ao ensino e à pesquisa foi outro ponto abordado na entrevista. Herlan defendeu uma integração ainda maior entre conhecimento científico, cadeias produtivas, agricultores e visitantes.

Segundo ele, as pesquisas relacionadas à piscicultura devem ser apresentadas dentro do próprio pavilhão do setor. O mesmo deve acontecer com a mandiocultura, a apicultura, o café e as demais atividades.

“As pesquisas precisam ser dialogadas dentro do próprio pavilhão e do ambiente do evento”, explicou.

Esse modelo ajuda a direcionar o público interessado para cada segmento e permite que o conhecimento técnico seja apresentado de maneira contextualizada. A proposta também fortalece a troca de experiências entre pesquisadores e produtores.

“Você leva o público exatamente para aquele pavilhão e para aquele segmento. Eu internalizei essa experiência e sei que vai dar muito certo no próximo ano”, acrescentou.

Políticas públicas para as cadeias produtivas

Herlan afirmou que o fortalecimento das cadeias produtivas exige planejamento, pesquisa, representação institucional e captação de recursos. Ele citou a importância das câmaras setoriais e da participação de representantes dos diferentes setores na construção das políticas públicas.

“É preciso fomentar as cadeias produtivas com seriedade e com políticas públicas para cada segmento”, declarou.

O integrante da coordenação também destacou a necessidade de transformar propostas em projetos reais, com planos de trabalho bem definidos e possibilidade de apresentação a ministérios e instituições financiadoras.

“Da minha parte, tento relacionar tudo a um projeto real e submeter aos ministérios, para que essas cadeias produtivas sejam tratadas com mais seriedade e com um plano de trabalho estabelecido”, explicou.

Novidades para crianças e famílias

A presença de muitas famílias e crianças motivou a discussão sobre novas atrações para as próximas edições. Entre as possibilidades apresentadas está uma atividade recreativa e educativa relacionada à pesca.

A proposta é criar uma experiência em que as crianças possam interagir com os peixes utilizando uma vara com alimento, sem anzol e sem machucar os animais. Após a interação, o peixe permanece no espaço.

“Isso vai acontecer no ano que vem. A criança terá a experiência de pescar, mas sem machucar o peixe”, antecipou Herlan.

A iniciativa busca fortalecer o caráter familiar da feira e, ao mesmo tempo, promover educação ambiental e conhecimento sobre a atividade pesqueira.

Pesca terá participação na próxima edição

Herlan informou ainda que a pesca deverá ganhar um espaço próprio na próxima AGROTEC. Nesta edição, a piscicultura esteve presente com destaque; para o próximo ano, a intenção é incluir também a cadeia da pesca.

“No ano que vem, a pesca estará presente. Nesta edição tivemos a piscicultura, e essa será mais uma novidade”, anunciou.

A inclusão deverá ampliar a presença de pescadores, organizações, instituições e empreendedores ligados ao setor, abrindo espaço para discussões sobre produção, manejo, comercialização, processamento e sustentabilidade.

Próxima AGROTEC pode se tornar internacional

Uma das principais novidades reveladas durante o RuralCast foi a possibilidade de a terceira edição da AGROTEC adquirir dimensão internacional.

Herlan explicou que a coordenação já iniciou o planejamento do próximo evento e apresentou propostas a instituições parceiras. A realização de uma feira internacional, no entanto, depende de disponibilidade orçamentária, captação de recursos e formalização das parcerias.

“A feira do ano que vem, se Deus quiser, será internacional. Neste ano não foi por muito pouco”, revelou.

Segundo ele, a internacionalização permitirá ampliar o alcance da AGROTEC, receber visitantes de outros países e apresentar novas tecnologias ao setor produtivo de Rondônia.

“Quando o evento se torna internacional, conseguimos ter mais penetração, trazer um público diferente e apresentar tecnologias internacionais”, avaliou.

Avaliação positiva e expectativa de crescimento

O balanço apresentado por Herlan Alves demonstra que a 2ª AGROTEC alcançou resultados importantes para Porto Velho. A estrutura ampliada, a participação popular, a reposição de mercadorias, as negociações de máquinas e veículos e a diversidade das cadeias produtivas confirmaram a relevância da feira.

Ao unir produtores, empresas, pesquisadores, instituições públicas e consumidores, a AGROTEC fortaleceu a agricultura, estimulou o agronegócio e aproximou o público da produção regional.

A expectativa agora está voltada à terceira edição, que poderá contar com uma estrutura ainda mais robusta, novas experiências para as famílias, maior integração entre pesquisa e produção, participação da pesca e alcance internacional.

Assista à entrevista completa no RuralCast, pelo canal Olá Rondônia no YouTube:



Siga nosso patrocinador:

UNI Internet — para sua casa ou empresa com muito mais velocidade e estabilidade.

@uniinternet


play_circleTV ao Vivo

AO VIVO

Comentários

Deixe sua opinião sobre este conteúdo usando sua conta do Facebook.

Notícias relacionadas

partly_cloudy_dayPrevisão do Tempo