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Campeões invictos! BH Wolves e Miners Sports vencem a 1ª edição da Série C de Flag Football

Equipe de Belo Horizonte foi campeã no masculino após seis vitórias, enquanto o feminino foi dominado pelo time de Porto Velho, Rondônia

Eric Filardi
Foto: Yan Barros/CBFA

São Paulo, 31 de agosto de 2026 – A primeira edição da Série C do Brasileirão de Flag Football terminou com dois campeões e uma característica em comum: nenhum deles perdeu. No masculino, o BH Wolves transformou apenas dois anos de existência em seu primeiro título nacional ao vencer o Joinville Gladiators por 42 a 20 na grande final. No feminino, o Miners Sports também fechou a competição invicto e levantou a taça após vencer o Dôminas por 32 a 7 na decisão, realizada neste domingo (30), no Clube Empyreo, em Leme (SP).


Mais do que definir os primeiros campeões da nova divisão nacional, o fim de semana apresentou projetos, atletas e treinadores que ajudam a contar a expansão do flag football no Brasil. O Wolves chegou ao título masculino com seis vitórias em seis jogos, enquanto o Miners venceu as cinco partidas que disputou no caminho até a conquista feminina.


BH Wolves transforma dois anos de projeto em primeiro título nacional


No masculino, o BH Wolves foi o grande destaque da competição. Criado em 2024, o projeto mineiro já havia chegado à Superfinal do Brasileirão em 2025 e conquistado o Campeonato Mineiro em 2026. Agora, completou a rápida ascensão com o primeiro título nacional de sua história.


A campanha em Leme foi perfeita: seis jogos, seis vitórias, 264 pontos marcados e apenas 66 sofridos. O time venceu o Miners Sports por 54 a 0 na estreia, derrotou o Joinville Gladiators por 36 a 14 e o Uberlândia Lobos por 42 a 14 na fase de grupos. Nos playoffs, superou novamente o Lobos por 55 a 18, passou pelo Sergipe Carcarás por 35 a 0 na semifinal e confirmou o título com uma vitória por 42 a 20 sobre o Joinville Gladiators, que ficou com o vice. O 3º lugar ficou com o Flag Kings II, que venceu o Carcarás por 31 x 26.


O desempenho também apareceu nos prêmios individuais. O Wolves teve quatro dos cinco vencedores das principais categorias: Rhuan Carvalho foi eleito MVP Geral, Diesley levou o MVP de Defesa, Miguel Seleme ficou com o MVP de Ataque e Wandinha foi escolhido como Revelação. O único prêmio que não ficou com o campeão foi o de MVP Coach, entregue a Carlos, do Joinville Gladiators.


Rhuan, que também defendeu a Seleção Brasileira no Mundial da modalidade, destacou o peso da conquista para o grupo.


“Esse título é muito importante para mim. É o meu primeiro título nacional no flag, primeiro título nacional da minha equipe, o BH Wolves. Então, é muito gratificante, de verdade. A gente estava conversando ali antes do jogo, que foi uma superação. Por mais que seja a Série C. Se fosse D, E, F, G ou H, não importa! É um título nacional. Meu primeiro título nacional. Então, me sinto realizado e muito honrado de fazer parte dessa equipe”.


Para o GM/Diretor Raphael da Cruz, a conquista é resultado de um processo que começou junto com a criação do projeto e que também envolve a formação de novos praticantes.


“Dedico tudo que é feito aqui no campo ao processo do BH Wolves. A gente completou em agosto dois anos, e já temos ida para a Superfinal. Agora, pela primeira vez, o projeto ganhou um título nacional. Então, é todo o processo que a gente cria, desde o zero”.


Segundo o diretor, o trabalho de base também faz parte da estratégia do clube. “A medalha expõe um pouco do projeto e, tendo lá 1 mil crianças no nosso projeto, mostra que acreditamos muito na base. E temos mais de 50 atletas ativos no clube. É muito trabalho fora dos holofotes”.


Miners Sports vence o feminino e coloca personagens internacionais no centro da conquista


No torneio feminino, o Miners Sports também fez uma campanha perfeita. Foram cinco vitórias em cinco jogos, com 153 pontos marcados e apenas 46 sofridos no caminho até o título.


A equipe abriu sua trajetória com uma vitória por 19 a 6 sobre o Silverhawks e depois derrotou o Cavalaria por 43 a 6. Nos playoffs, superou o Flamengo por 27 a 8 nas quartas de final e venceu o Nix por 32 a 19 na semifinal.


Na grande final, o Miners voltou a mostrar força ofensiva e derrotou o Dôminas por 32 a 7, garantindo o título da primeira edição da Série C feminina. O Dôminas ficou com o vice-campeonato, enquanto o Nix terminou em terceiro após vencer o Spartans por 12 a 0 na disputa pelo pódio.


O domínio do campeão também se refletiu nos prêmios individuais. O Miners Sports conquistou quatro das cinco principais categorias: Carolina Gisell foi eleita MVP Geral, Silvana Munoz Velásquez levou o MVP de Ataque, Karina Ribeiro de Medeiros foi escolhida como Revelação e Juliana Arteaga Villada recebeu o prêmio de MVP Coach. O MVP de Defesa ficou com Amanda Candioto, do Nix.


A conquista teve ainda um componente internacional. Carolina Gisell, MVP geral do torneio, é mexicana. Juliana Arteaga Villada, escolhida como melhor coach, é colombiana. As duas estiveram entre os principais nomes da campanha campeã.


Coach Juliana, que veio da Colômbia para atuar no Brasil, também ressaltou a dimensão pessoal da conquista.


“Para mim, é um orgulho ter sido campeã e a melhor coach. Para mim, esse é um triunfo de todas as minhas jogadoras, de toda a minha equipe. Venho da Colômbia, representando a Colômbia. Há pouco tempo em outro país, com outro idioma, mas, para mim, é um dos títulos mais importantes da minha carreira como jogadora e como coach. Então, dedico isso a todo o Miners Sports, ao Brasil e, claro, à Colômbia”.


Carolina Gisell, MVP geral da Série C, destacou o caráter coletivo da premiação.


“Estou muito feliz e muito agradecida por este prêmio, porque, para mim, é o esforço de todas as jogadoras da minha equipe. Todas fizeram um excelente trabalho e fizeram o que lhes correspondia. Então, este prêmio não é meu, é de todas, porque graças a elas eu também fiz o meu. Estou muito feliz de pertencer a esta família que é o Miners e sei que este prêmio é de todas!”


Primeira Série C termina com nova geração de protagonistas


Os dois campeonatos tiveram trajetórias diferentes, mas produziram um mesmo resultado: os primeiros campeões da Série C terminaram invictos.


Somados, BH Wolves e Miners Sports disputaram 11 partidas durante suas campanhas e venceram todas. O Wolves marcou 264 pontos e sofreu 66; o Miners anotou 153 e sofreu 46. Além dos troféus coletivos, os dois campeões concentraram grande parte dos principais prêmios individuais da competição.


A primeira edição da Série C também ampliou a possibilidade de clubes e atletas disputarem uma competição nacional em busca de espaço, experiência e desenvolvimento. No masculino, o Joinville Gladiators ficou com o vice-campeonato e o Flag Kings II terminou em terceiro. No feminino, o Dôminas foi vice-campeão e o Nix completou o pódio.


A competição encerra seu primeiro capítulo mostrando a variedade de caminhos que podem levar ao topo do flag football brasileiro: de projetos recém-criados que avançam rapidamente às equipes que encontram no esporte um ambiente para formar atletas, desenvolver treinadores e conectar diferentes nacionalidades.


A Série C chega ao fim, portanto, com duas histórias de título e um sinal comum: há uma nova geração de projetos e protagonistas ocupando espaço dentro do flag football nacional.


Campeões da primeira edição da Série C


Masculino


- Campeão: BH Wolves

- Vice-campeão: Joinville Gladiators

- 3º colocado: Flag Kings II


Feminino


- Campeão: Miners Sports

- Vice-campeão: Dôminas

- 3º colocado: Nix


Premiação individual


Masculino


- MVP Geral: Rhuan Carvalho — BH Wolves

- MVP Defesa: Diesley — BH Wolves

- MVP Ataque: Miguel Seleme — BH Wolves

- Revelação: Wandinha — BH Wolves

- MVP Coach: Carlos — Joinville Gladiators


Feminino


- MVP Geral: Carolina Gisell — Miners Sports

- MVP Defesa: Amanda Candioto — Nix

- MVP Ataque: Silvana Munoz Velásquez — Miners Sports

- Revelação: Karina Ribeiro de Medeiros — Miners Sports

- MVP Coach: Juliana Arteaga Villada — Miners Sports


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Sobre a CBFA


A Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) é a instituição máxima do futebol americano no Brasil, responsável por regulamentar, organizar e fomentar o esporte no país. A CBFA é filiada ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro), já que também é encarregada de difundir o flag football no país, novo esporte dos Jogos Olímpicos a partir de Los Angeles 2028. A Confederação gerencia as seleções brasileiras de ambas as modalidades.

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Fonte: CBFA

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