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ASSISTA: Família tem papel fundamental na evolução de crianças acompanhadas pela fisioterapia

No RolimCast, a fisioterapeuta Ellen Nicacio falou sobre prematuridade, paralisia cerebral, autismo, diagnóstico precoce e participação dos responsáveis no tratamento

Redação Olá Rondônia / RolimCast
Foto: Olá Rondônia / RolimCast

O envolvimento da família é uma das partes mais importantes no acompanhamento fisioterapêutico de bebês e crianças. A avaliação profissional, os estímulos individualizados e a continuidade das atividades em casa podem contribuir para o desenvolvimento e para a construção da autonomia infantil.


O assunto foi discutido no RolimCast, podcast do Grupo Amazun apresentado por Angélica Cristina e exibido no canal Olá Rondônia, no YouTube. A convidada foi a fisioterapeuta neuropediátrica Drª Ellen Nicacio, que falou sobre prematuridade, atrasos no desenvolvimento, paralisia cerebral, autismo e acolhimento familiar.


Segundo Ellen, uma sessão de fisioterapia possui duração limitada, enquanto a criança permanece a maior parte do tempo com os responsáveis. Por isso, as orientações repassadas pelo profissional precisam fazer parte da rotina familiar.


“Quinze ou vinte minutos que você tira para estimular e brincar com a sua criança já são uma grande oportunidade de desenvolvimento”, afirmou.


A fisioterapeuta ressaltou que não é necessário transformar a casa em um ambiente clínico. Atividades simples, como brincar no chão, buscar objetos, mudar de posição e participar de tarefas adequadas à idade, podem oferecer estímulos importantes quando realizadas corretamente.


“Não vai depender somente dos profissionais, mas principalmente dos pais, que passam a maior parte do tempo com a criança”, explicou.


Prematuros devem passar por avaliação


Durante o podcast, Ellen recomendou que bebês prematuros passem por uma avaliação especializada, principalmente quando houver histórico de internação, intercorrências hospitalares ou risco aumentado de alterações no desenvolvimento.


A avaliação permite identificar se o bebê necessita de acompanhamento frequente ou se a família poderá seguir apenas com orientações para estimular a criança em casa.


“É importante levar para um profissional especializado avaliar e identificar esses riscos”, orientou.


A especialista também chamou a atenção para alguns comportamentos que merecem ser investigados quando se tornam persistentes. Quedas muito frequentes durante o processo de aprendizagem da marcha e o hábito contínuo de andar na ponta dos pés são exemplos de situações que precisam ser analisadas considerando a idade, a frequência e o contexto da criança.


Diagnóstico não deve limitar potencialidades


Ao falar sobre paralisia cerebral, Ellen destacou que os profissionais e familiares não devem concentrar toda a atenção no diagnóstico. A abordagem deve considerar as habilidades, as necessidades e as potencialidades da criança.


“Você não vai olhar para a paralisia. Você vai olhar para a criança”, ressaltou.


Conforme a fisioterapeuta, existem diferentes níveis de comprometimento e diferentes formas de locomoção. Nem todas as crianças com paralisia cerebral terão a mesma evolução ou dependerão dos mesmos recursos.


A construção dos objetivos também deve acontecer gradualmente. Antes de pensar na marcha, por exemplo, pode ser necessário trabalhar o controle da cabeça, a postura sentada, a alimentação, o equilíbrio e outras habilidades fundamentais.


“O objetivo principal é promover funcionalidade, autonomia, participação e qualidade de vida no dia a dia”, explicou.


Fisioterapia também atua no autismo


A participação da fisioterapia no acompanhamento de crianças autistas também foi um dos temas do programa. De acordo com Ellen, o trabalho motor pode contribuir para a qualidade de vida e potencializar o desenvolvimento de outras áreas.


A profissional explicou que a atuação deve acontecer em conjunto com uma equipe multidisciplinar ou transdisciplinar, formada de acordo com as necessidades individuais da criança.


“O diagnóstico precoce muda vidas”, declarou a fisioterapeuta.


Segundo Ellen, quanto mais cedo forem identificadas as áreas que necessitam de intervenção, maiores serão as possibilidades de oferecer estímulos adequados. Ela também destacou a psicomotricidade como parte importante do acompanhamento fisioterapêutico.


Acolhimento às famílias


Além dos aspectos técnicos, o episódio ressaltou a importância do acolhimento aos responsáveis. Famílias que recebem um diagnóstico ou enfrentam um período de internação podem chegar ao atendimento com dúvidas, inseguranças e expectativas sobre o futuro da criança.


Para Ellen, o primeiro passo é ouvir, orientar e formar uma rede de apoio. A profissional destacou que ciência, dedicação e sensibilidade precisam caminhar juntas no atendimento neuropediátrico.


“Seu filho continua sendo seu filho, independentemente do diagnóstico. O diagnóstico não define o potencial dele”, afirmou.


Ao final do programa, a fisioterapeuta recomendou que as famílias procurem profissionais especializados e busquem informações em fontes confiáveis.


“Busquem profissionais que trabalhem com amor, dedicação e ciência. Acreditem no potencial dos seus filhos”, concluiu.


O episódio completo pode ser assistido no canal Olá Rondônia, no YouTube.


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