O Ministério da Educação (MEC) solicitará à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (PF) a investigação de ameaças direcionadas a universidades federais, conforme denúncias recebidas. Em declaração à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, expressou grande preocupação com a possibilidade de escalada dessa violência.
A decisão surge após a visita do ministro à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que recentemente sofreu um incêndio de grandes proporções, causando prejuízos estimados em R$ 100 milhões. A PF já havia sido acionada para investigar as causas desse incidente. Contudo, devido às novas denúncias de ameaças veiculadas em redes sociais, o ministro Barchini requisitará uma apuração específica para esses casos.
Barchini detalhou que, embora a PF já tenha instaurado um inquérito sobre o incêndio na UFPE, a Diretoria de Crimes Cibernéticos será acionada para atuar em conjunto com o MEC, como já ocorre em situações de ameaças no ambiente escolar e universitário.
Além das ameaças à UFPE, a Universidade Federal Fluminense (UFF) também divulgou na quinta-feira (8) ter recebido denúncias semelhantes. A UFF informou que os conteúdos, compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais, incluem incitações a incêndios na universidade e agressões a estudantes durante atos políticos. A PF também foi notificada sobre este caso.
O ministro Barchini reforçou que, diante de qualquer situação de risco, a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF é acionada. Ele destacou que essa medida é tomada com base no monitoramento de redes sociais e nas informações recebidas de estudantes, reitores e professores. Barchini concluiu, afirmando que "a universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também".